WODANAZ > Brados Trovoantes

Carlos Alberto Soares | Pecatório Zine

Nas florestas mais escuras, onde os incautos não se atrevem a entrar, nelas habitam almas impuras e os demônios vivem a amaldiçoar; malditos guerreiros lançam suas cantigas e não se furtam a viver em guerra, herdeiros de tradições antigas, legítimos filhos da mãe Terra. Sob a pálida e fria lua, os uivos ecoam e a neblina avança, a ninfa da floresta desfila nua, os abutres voam, o guerreiro não cansa. O frio cruel brada aos céus e se alastra, o fogo queima as escrituras, o infame deus cristão se afasta, sentindo o pavor das noites escuras; ouvimos as cantigas nas profanas madrugadas, os hinos de oposição são entoados, os ventos sopram derrotas amarguradas e os guerreiros cospem nos anjos derrotados. As feras correm em todas as direções, elas trazem os rostos marcados, a coragem em seus corações e nos dentes o sangue dos abençoados. Avistam a vitória que não tarda, dois machados trazem consigo, pois sabem que o covarde aguarda, e 10 cordas existem para enforcar o inimigo. Esmagando as tropas do deus opositor e seu exercito de micróbios, impondo o aço e o pavor, condenando-os a viver em opróbios. Os trovões anunciam a tempestade, os raios rasgam atmosfera, uivos, gritos, dor e morte, nas garras e nas presas da fera. Por fim o canto de vitória, o inimigo não se ergue mais e para sempre está escrito na história, a vitória de WODANAZ.