DIABOLICAL FUNERAL > Queime a Igreja

Normalmente vemos hordas de Black Metal em português que não são muito agradáveis, com exagero, sem nexo com o instrumental, a falta de introsamento, mas eis que surge todos uma horda descendente, já ganhando excelentes pontos positivos até o momento. Os catarinenses do Diabolical Funeral, com suas raízes mais cruas e extremas dando uma profana aula contra o cristianismo.
São 12 faixas (Sendo uma bônus) que dispensa arranjos e ambientes épicos manjados, indo diretamente ao que interessa e mostrando o que realmente querem. Riffs simples, ríspidos, por vezes arrastados, com velocidade intensa, quase ininterruptos, letras impiedosas repletas de peso (Porém os títulos deixaram a desejar, ficou bastante parecido com as do Deicide. Mas isso não foi motivo para diminuir a sonoridade que é executada), vocais rasgados e por momentos até mais ligados pro lado sombrio, detonando com qualquer barreira com uma perfeita calibragem de timbres e instrumentos mostrando o 2° lançamento de 2015: ”Queime a Igreja”. E o interessante é que percebi que as gravações parecem que ficam se diferenciando a cada faixa, algo mais sujo, depois mais limpo, outra mais 'ao vivo', deixou um gás diferente na áurea, só que a parte da bateria deveria ter sido melhorada, reconheço que é complicado gravar numa bateria normal e o tempo também atrapalha as vezes, mas creio eu que com ela as faixas sairiam bem melhor.

Reparei que as artes foram desenhadas pelo brother Jorge Orgiástico, um cara que faz bastante pelo cenário nacional e que merece um ótimo reconhecimento, um salve a ele, você fez um trabalho show a esse material. Mais um ponto negativo foi não ter incluído as letras no encarte, há somente trechos hereges e desenhos. 

Todas as faixas são fabulosas, para justificar a afirmativa, basta ouvir “A Morte dos Santos” com passagens impecáveis de uma bateria e um instrumental coeso, fora que há um solo que ficou perfeito na música, merece ser repetido várias vezes. ''Puro Ódio'' com sua entrada que é convencional no Black Metal.

Todas as faixas do cd não são maiores que quatro minutos e meio, o que mostra que a banda tem muita criatividade já que as músicas não soam repetitivas e não cai na mesmice em momento algum. É dosagem de metal extremo até o fim!

Destaque principal para a faixa, “Sofra” e ”Pau no Cu de Cristo” (Contida também no EP), que fecha o mesmo. Duas brutais obras que merecem atenção mais cautelosa.
A horda está só começando, mas recomendo a você caro leitor, ficará bem familiarizado ao ouvir esse petardo!