PRIMAL AGE > BIRTHDAY TOUR

Pedro Hewitt
Com turnê brasileira chegando a banda francesa de Metal/Hardcore se prepara para pousar aqui com muita garra e suor, fiz uma breve entrevista com a banda a respeito da mesma, assuntos que rodeiam a banda, os contatos e sua trajetória até aqui.
É um prazer divulgar vocês aqui onde resido, obrigado por disponibilizar o tempo de vocês para responder essa entrevista. Para começarmos, conte como está a banda, os planos e como surgiu a mesma. 
Estamos felizes do interesse que nos leva e de fazer esta entrevista antes de vir ao Brasil em fevereiro. Temos estado em contato há muito tempo com Rafael da "Seven Eight Life’’, que têm coproduit o split "kill a theory" é ele que têm pôs-nos em relação com Luciano do ‘’Tomarock Booking’’ para esta volta. 

As formações sempre tiveram um introsamento ideal ou aqui e acolá houve divergências de ideias?
Isso ocorreu a partir dos primeiros anos de vida da banda. Houve mudanças de line-up por diversas razões: Situações pessoais e até divergências relativas à música. Mas o nível de estilo de vida de todos que fez nos introsarmos bem, porque de cara somos todos vegetarianos e 2 membros da banda são oficialmente straight edge.
Vocês iniciaram os trabalhos em 1997, que com dois anos lançaram o primeiro material, mas somente 8 anos depois lançaram algo novo. O que gerou esse hiato entre o início e esses dois lançamentos?
O nosso primeiro encontro nos inícios musicais datam em 95’. Alteramos o nome da banda em 97’, comentamos frequentemente que a Primal Age começou à este periodo. Realmente festejamos 20 anos este ano! Mas é verdade que sempre foi tomado nosso tempo para sair um álbum completo. Somos todos muitos ocupados portanto não é fácil ir em estúdio. Durante esse longo período, membros da banda tiverem outros projetos musicais chamado "XabsoneX", que por sinal saiu um cd em uma curta data, exitindo somente entre 99’ é 2001. 

Como é fazer uma mescla do METAL e o HARDCORE em um país como a França? Como é o radicalismo por aí e qual foram os passes para que essas ideias não ‘’derrubassem’’ vocês?
O que nós fazemos pode parecer muito marginal, e poucos no mundo conhecem o real sentido do straight edge. O vegetarianismo refere-se apenas a 3% da população, temos trabalho para explicar isso pra falar a verdade. É o porque de sermos vegetarianos que as pessoas não compreendem que pode-se viver bem e em perfeita saúde assim. O publico francês e europeu conhece a mensagem que veicula a banda desde todo este tempo, driblando e alterando o lado ruim das coisas.
Com uma quantidade razoável de materiais lançados, vejo que se aproxima uma turnê insana de vocês aqui no Brasil. Como se deu o convite e como está sendo a expectativa?
Somos realmente impacientes de vir ao Brasil. Conhecemos bandas que tocaram no nosso país e disseram que era altamente insano tocar por aí! Estamos curiosos de encontrar este publico que diz-se muito expansivo e entusiasta. Ao inicio queria-se fazer uma turnê maior incluindo o Brasil, a Argentina e o Chile, mas foi complicado achar lugares adequados. Recebemos ajuda de Rafael da "Seven Eight Life", igualmente do Felipe da banda "Confronto" e Rogério do "Paura". É importante ter bons contatos, assim como tivemos também quando fomos ao Japão. 

Já possuem uma certa ideia de como é o cenário underground daqui? Se não, como está sendo o cenário por aí apesar de toda essa modernidade, novas gerações, os novos formatos da música e bandas que não levam a sério naquilo que fazem?
Primal Age: A evolução é importante e nós permanecemos fieis à uma musica que tocamos, que é a que sentimos. Quando se toca com bandas mais novas não nos incomoda. Há muitos grupos aqui também, mas poucos duram porque há poucas estruturas para estes tipos de bandas e suas apresentações.
Vocês possuem um ciclo de amizade grandioso com os brothers do CONFRONTO (Créditos e um SALVE ao Felipe por ter indicado vocês e dar o apoio necessário). Pensaram em fazer uma turnê ao lado deles por aqui? Qual a chance de ver algo (Split se possível) dos dois juntos?
Teríamos adorado fazer essa turnê. Quando tivemos a ideia de fazer um split de 3 bandas, de 3 continentes diferentes, mas nas mesmas veias musicais, pensamos logo no Confronto e Nueva Etica. Quando entramos em contacto com "Gerard" do Nueva Etica, ele explicou o fim da banda mas falou do seu novo grupo "Mostomalta". Tinha-se o nosso parceiro sul americano e tinha-se o do Japão. Partimos com aquilo que já tinhamos. Mas temos a possibilidade de compartilhar o palco com Confronto já, e com certeza isso vai ser intenso!

Entre saldos positivos e negativos, qual o que mais destacou e identificou a banda: ‘’A Hell Romance (2007)’’ ou ‘’The Gearwhells Of Time (2010)’’? Se alguma data tiver por aqui nas redondezas ou na cidade de Teresina (Piauí), as músicas dos dois álbuns merecem serem tocadas, pelo menos a metade. 
Claramente "Gearwheels Of Time" que representa-nos melhor! Foi tomando bastante tempo para esse álbum acontecer, e o som é o que mais é nossa cara. Com a ‘’Hell Romance’’, tocamos mais no lado do metal para conduzir ideias novas a esta cenário que nos rodeia. Desejamos trazer mais energia hard-core com pedaços mais agressivos assim como citado o primeiro trabalho.
Parte lírica. Inglês ou Francês? Qual a importância da língua para vocês?
O francês não ‘cola’ neste tipo de musica. Claro, gostamos da nossa língua mas o Francês convém para musica com cantos mais calmos. Além disso, com o Inglês, pode-se viajar mais facilmente e tocar com bandas e ver um publico no mundo inteiro.

Agora deixo aberto a vocês pra deixarem um recado ou o que quiserem. Novamente agradeço muito a vocês pelo tempo. É um prazer conhecer vocês, sucesso.
Obrigado por essa entrevista! Espero que tenha chance de nos encontrar aí no Brasil. Somos felizes e orgulhosos de vir pela primeira vez aqui! Agradecemos ao Felipe do Confronto, Rafael de Seven Eight Life, Rogério do Paura e Luciano de Toma Rock, sem eles essa turnê não seria possivel.