Archityrants > Black Water revelation

Slanderer Possessed | UNBORN

Quando o Doom Metal teve certa projeção mundial devido a exposição de nomes como Paradise Lost, Anathema e My Dying Bride, o Brasil não ficou deslocado daquele cenário de outrora e, apesar da tendência mais gótica que a maioria das bandas assumiram, outras tantas findaram e algumas outras permaneceram no ímpeto das sombras, como o grandioso Mythological Cold Towers. E por mais estranho que possa soar, o Doom também têm lá suas vertentes e eis aqui um puta representante da linha “Epicus Doomicus Metallicus”, o sensacional Archityrants, que bem provável seja uma das últimas representantes do segmento após Eternal Sorrow e Gory Host das garagens curitibanas.

Obviamente, estamos falando de uma banda formada por caras escolados. Até pouco tempo, adotavam o nome de A Tribute to the Plague, grupo que chegou a lançar um full em 2003, onde a pegada mais Heavy estava bem mais evidente, algo talvez próximo de Solitude Aeturnus. É claro que ouvimos essa veia em “Blackwater Revelation”, um play que reúne oito faixas (mas) que não nega sua fonte principal: Candlemass. 

Se não bastasse toda a musicalidade apurada e uma qualidade ímpar, as linhas vocais de Guilherme ‘Luxyahak’ (que gravou a primeira demo do Imperious Malevolence), é sem dúvidas um primor para essa linha de som. Em faixas como “Gruesome Symphony”, “Dark Cypher of the Justice” e “Nocturnal Government”, por exemplo, temos um bom exemplo de domínio e uma leve variação de notas. Particularmente, creio que deveria apostar um pouco mais nas variações, ainda que tenha extrema facilidade de cantar em português na faixa “A.S.O.M.N.”, mantendo a mesma linha vocal sem pestanejar. 

Pesado. Sorumbático. Denso. Um disco apropriado para dias frios e opiáceos. Doom Metal às margens do abismo e com aquele sopro mortal de sobrevida no subterrâneo brazuca.
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