BROTHERS OF METAL > Teresina-PI

Pedro Hewitt
Pedro Hewitt Nesse ano que chega próximo a reta final podemos observar que a série de shows ocorridas desde janeiro foi insana. Bandas novas, às velhas, de preços variados, de gêneros pra ninguém botar defeito, shows que foram bostas, outros que foram inesquecíveis, uns repletos de tretas, outros perfeitos, enfim, completou o que faltou em 2013.

Por volta do primeiro semestre já rolava comentários sobre um suposto show do Destruction aqui em Teresina, e que com isso já estava dando um gás na divulgação. Em alguns pontos a procura já se iniciava e a ansiedade para saber confirmação não para quieta. Quando foi divulgado o flyer oficial, estava no set: Destruction (Como principal banda), Artillery, Onslaught e a participação do Megahertz, só que infelizmente devido ao CANCELAMENTO TOTAL da tour do Onslaught a banda teve que se ausentar dos shows confirmados no Brasil (Tenho esperança de que em 2015 eles apareçam por aqui). Mas sem desanimar e sem deixar o verdadeiro foco de lado, a BROTHERS OF METAL continuou firme e forte para que a presença do Destruction após 10 anos fosse 100% e que o Artillery fizesse uma apresentação impecável.

Um dos meus maiores medos era uma das exigências virar problema da banda, que no caso seria ter a própria bateria exclusiva e a forma de agir em relação aos fãs presentes, por vezes não é por conta da banda, mas sim por quem está organizando a tour.

No dia 05/12/14 contando com a presença de pessoas que vieram do Maranhão, Ceará, interior do Piauí, São Paulo e outros cantos, já se aproximava o horário de início do evento. Pena que aqueles que foram chamados para organizar o som fizeram o favor de atrasar o show e conseguiram deixar em alguns momentos o som totalmente inaudível (Percebi que Schmier em uma música ainda deu uma olhada rápida nos PA’s para conferir se estava saindo ou não).

Previsto para começar as 20:30 com Megahertz, devido todo imprevisto e uns detalhes que Destruction fez e que os produtores não ficaram com um rosto muito legal quem abriu o show foi o próprio Destruction por volta das 22:15, deixando muitos que tinham prova, que estavam na faculdade ou que não queriam assistir o Megahertz desanimados e extremamente atrasados. Mesmo com tudo isso, após 10 anos a lenda viva do Thrash Metal mundial, todos estavam prontos para bangear (Até os que ficaram de fora e deixaram pra comprar ingresso de última hora)! Ah, mais um detalhe que não posso deixar passar sobre as exigências. Todos sabem que essas bandas que alcançaram um patamar mundial exigem coisas que até eles mesmos duvidam, então, não querer receber nem os próprios produtores e nem algum tipo de fotógrafo no camarim e no palco? Qual a necessidade? Em outros shows pelo Brasil os caras estavam bebendo cerveja entre a galera. Então, logo na entrada chutaram pra cima dos presentes: Thrash Till Death, faixas do recente álbum Spiritual Genocide, a faixa que eu não esperava Deathtrap, clássicas como Nailed to the Cross (Que não era pra menos todos cantarem, pularem e com os punhos levantados gritarem o nome da banda), Total Desaster, Bestial Invasion, a fenomenal Cursed the Gods, Eternal Ban, Armageddonizer, entre outras músicas mais patadas e menos empolgantes criadas no decorrer de todo esse tempo. Mesmo com todo atraso citado mais acima, a apresentação dos caras terminou cedo e pouquíssimas pessoas já tinha saído, pois no meio das músicas uma chuva tremenda surgiu e alguns dependiam de alguns ônibus que ainda circulavam ou de alguma carona.

Não demora muito para que os Olds do Artillery montasse sua aparelhagem completa no palco do Bueiro do Rock. E mais uma vez reclamo das pessoas que estavam lá na mesa de som; as 4 primeiras músicas da banda soava estranho e tinha sempre algo faltando. Michael Stützer se incomodou em um momento que sua guitarra deu uma falha e do nada ficou baixa. Com a melhora, uma grande parte do público não reagia de maneira calorosa e tão empolgante como foi no Destruction, mas de maneira alguma os integrantes reagiram de forma fria diante todos que ali ficaram, mas depois o público já se movimentava novamente, formaram alguns moshs e as ‘’jogadas’’ de cabelo e de um vocal deslumbrante (Apesar de curtir mais a do anterior) do vocalista Michael Bastholm botou ordem naquela bagaça. O som que esses caras executaram foi uma verdadeira delicia de se ouvir, digamos que fizeram 3x maior que as gravações dos CDs. E a chuva continuava. Não me recordo nem um pingo das faixas tocadas a não ser 1000 Devils, o cansaço já me matava e não aguentava mais bangear. Os caras demonstraram tamanha educação, respeito e me impressionaram de uma forma como nunca. Cada integrante tirou fotos com os ‘’súditos’’, venderam rapidamente seus materiais e ainda beberam no meio da galera que iria ficar até o final.

Já se passava das duas da manhã e bem cedo teria compromissos pessoais, e que com isso ficaria inviável para mim continuar no evento, então nas duas primeiras músicas do Megahertz tive que volta à minha residência, e quem vive de carona não pode exigir as coisas. Mas a noite foi insana, curti, todo o estresse da semana foi embora, conheci uma galera legal, troquei altas ideias e apesar de toda problemática, Destruction e Artillery fazem um som lendário e irão morrer em meio disso. Sinceramente estou mais que besta por conta do evento, primeiro por conta das exigências (Na parte das grandes separando palco – público já sabia, então não comentei nada mesmo), segundo porquê não acreditava que seria em um local tão próximo como o Bueiro e terceiro porquê... Que nada, a BROTHERS OF METAL se esforçou e conseguiu. David Mazuad, Valter, Alex e todos os envolvidos estão com meu respeito mais que conquistados e mais uma vez parabenizo pelo evento. Até agora não me decepcionaram, merecem um reconhecimento de ponta. Aguardo o Onslaught em 2015, hein?