Furit A paixão pelo som pesado é o que nos move

É um prazer conhecer mais uma nova banda e agradeço pelo tempo que vocês estão tendo para responder essa entrevista, brothers.
Saudações, banger! Primeiramente, é um grande prazer nosso ter esse espaço cedido! Nós que agradecemos! 

Como se deu a formação? E como tudo começou? 
Cara, a banda começou como um cover do Metallica! A banda chamava-se “Recycler” e atuou entre 2009 e 2011 aqui no Piauí. Chegamos inclusive a tocar com o SCUD em Parnaíba na nossa última apresentação como covers, em 2011. Mas desde o ano anterior (2010) já rolava interesse pelo autoral. Eu, agora baixista/vocalista, fiz 2 composições num programa de computador (Guitar Pro) e enviei pra galera, dizendo: “Vamo tocar isso aí!”, até que no dia 05 de janeiro de 2011 nos reunimos pela primeira vez para um ensaio com músicas próprias. Nessa primeira ocasião já tocamos “Let it Bleed”, faixa que pode ser encontrada na nossa demo. Porém, nessa data, já não era toda a formação do Recycler. Romulo Feitosa (atual Warise/Mad House), que era o vocalista do cover até então, não entrou no projeto inicialmente, então me tornei o baixista/vocalista. Posteriormente, houve tentativas de encaixá-lo no projeto apenas como guitarrista, mas terminou não dando certo. Desde então fomos ensaiando e compondo, até que começamos a gravar nossa demo em 2011. No ano seguinte terminamos as gravações e a lançamos na internet para download. A banda ainda tinha mais cara de projeto. Desde então, passamos um período de 1 ano e meio de hiato, por problemas de distância do guitarrista (Tunai Mendes), que estava morando em Parnaíba. Então, em dezembro de 2013, resolvemos retomar as atividades da banda quando conhecemos o atual guitarrista (Ulisses Melo), novato no cenário local, mas que me impressionou muito com sua habilidade. Desde então a banda está a todo vapor! Mas se eu for te falar “como tudo começou”, a história vai ser bem longa! Porque eu, Lucas Nannini (atual baterista) e Tunai Mendes (o ex-guitarrista) começamos a tocar juntos em 2007 numa banda de rock pop nos recreios do colégio! (risos). E a maior coincidência: o atual guitarrista também era do mesmo colégio, só que alguns anos mais novo.
Quem está a frente da composição lírica? E instrumental?
A composição lírica fica nas minhas costas! (risos). Já a composição instrumental final de cada música fica a cargo de todos. Mas geralmente é assim que acontece: componho alguma música no (“bendito”) GuitarPro e envio para os caras. Todos escutam a composição e na hora do ensaio lapidamos aquilo que foi feito no PC. Estamos bem adaptados aos tempos modernos, não? (risos).

De onde se deu a palavra ‘FURIT’? E porque o Thrash Metal?
“FURIT” vem do latim “enfurecido”, “enraivecido”. Ou seja, um estado emocional que define bem nossas músicas: raiva, peso! Raiva contra tudo que vemos que está errado. E a pronúncia é bem como se lê mesmo, sem estrangeirismos (“fúrit”). Já em relação ao nosso estilo, não nos definiria bem como “Thrash Metal” puro. Ouvindo-se nossas músicas, percebe-se que temos influências diversas no metal. Consideramos nossas composições uma mescla entre um pouco de Heavy Metal, um pouco de Thrash Metal e até um pouco de Groove Metal. Não consigo rotular nossa banda em nenhum estilo específico, por isso nos consideramos como uma banda de metal, apenas.

Vocês possuem músicas gravadas já, certo? O que pode nos adiantar sobre um futuro material? Com as gravações já da pra ter uma noção do que está vindo por ai.
Sim! Possuímos uma demo com 3 faixas que podem ser encontradas para download no endereço: www.soundcloud.com/furitmetal. Não temos ainda nenhuma data em mente para lançamento de outro material, mas temos outras composições que já tocamos em nossos shows e que, em breve, serão lançados em um álbum com, pelo menos, 8 faixas. Seguindo nossa linha de composição, te asseguro que balanceamos bem entre velocidade, em algumas, e mais peso, em outras. Tratando de temas diversos, como temas políticos, em “Let it Bleed” e temas universais, como em “Between Death and Life”, e até temas bem “thrashes”, como em “Shotgun” (faixa ainda não gravada em estúdio).

Bandas por aqui quando se tem atitude e possuem postura certa acabam ganhando respeito facilmente. Vocês conseguiram isso da mesma forma. Tocando já em eventos, ganhando elogios e tendo mais inspiração para continuar em frente. Apesar de todas as dificuldades e ‘’quintura’’, qual outro passo para driblar essas mesmas dificuldades? E os ensaios, são constantes?
O fundamental de tudo é o profissionalismo. Mesmo que você não seja grande, “pareça” banda grande. Digo isso não em relação a “estrelismos”, mas em relação a fazer coisas bem feitas, material bom, fazer bons “espetáculos” pra quem vai assistir ao show de sua banda. Com isso, você naturalmente ganha respeito por onde passa divulgando seu som. Em relação aos ensaios, são intensos apenas em períodos de shows, ultimamente. Mas nessas próximas semanas, voltaremos a todo vapor para terminar algumas composições novas.

Hoje temos de longe um falso moralismo gigantesco entre as pessoas principalmente na internet. O que acha desse senso que as pessoas usam? Em vez de compartilhar imagens ou textos que realmente valem a pena nessa, compartilham imagens que não tem nada a ver.
Simplesmente não nos importamos com essas baboseiras todas. Não ligamos para os tais “dogmas do metal”. Em grande parte, são grandes infantilidades. Eu e toda a galera do FURIT compomos músicas que nós gostamos e esperamos que o público goste.
Aliás, diante todo esse ‘’falso moralismo’’ há criticas. Vocês estão preparados pra isso realmente? E sobre o radicalismo por serem uma banda nova, já possuem algo pronto para driblar isso?
Como disse anteriormente, simplesmente não damos a mínima pra isso tudo. São ossos do ofício.

Como é o trabalho da banda quando o assunto são "covers", como vocês lidam com esse tipo de turma nos shows? Já passaram por alguma situação de que alguém os chamou de ‘’plágio’’ ou que era apenas mais uma banda cover?
Não temos problema quanto a covers. Existem e sempre vão existir em todos os estados do Brasil e, quando bem feitos, os apoio. Em Teresina, há um grande exemplo de banda que faz muito bem feito: Prowler. Inclusive, tocamos alguns tributos nos intervalos de nossas músicas, durante nossos shows. É escolha própria de cada banda autoral tocar ou não covers em seus shows. Não critico quem opta por não tocá-los. Mas, sinceramente, todas as grandes bandas que existem hoje tocaram e ainda tocam tributos em suas apresentações. Faz parte do show! Tocar um clássico do metal levanta a galera!
Pois bem, bangers. Agora pode proseguir dando ‘’Kick and Destroy By Thrash’’. So desejo muito sucesso para a banda e que venha bons frutos ao mesmo. Vamos nos contato. Em nome do site, agradeço novamente!
Banger, novamente nós que agradecemos pelo espaço cedido. Essas oportunidades são fundamentais pra todas as bandas do cenário metal, que enfrentam duras dificuldades para conseguir reconhecimento, principalmente, cá na nossa terrinha! Aproveito para pedir aos leitores que baixem nossa demo (www.soundcloud.com/furitmetal), curtam nossa página no facebook (www.facebook.com/furitmetal), lá encontrarão também vídeos do nosso canal no YouTube. Vamos continuar nossa luta para erguer a identidade do metal autoral de todas essas bandas guerreiras do nosso estado! A paixão pelo som pesado é o que nos move!
Fonte: Anaites Records