Cajuína Voadora 26.04.14 Teresina-PI

Pedro Hewitt . facebook.com/pedro.leatherface
Bem fazia tempo que não rolava um evento com bandas tão fodas como essa 2°Edição do Cajuína Voadora. Na real? Um evento magnífico que poderia ser todos os dias da semana, mas não me agradou por ser pouco tempo e por uma pequena porcetagem de um pessoal contido ali (Quem viu sabe do que estou falando), mas relevando isso... E o preço? 10 lágrimas pra não ficar de mimimi. Não teve onda de antecipado e nem de primeiro lote. FOI NA HORA! Ah, bora deixar de lero lero e iniciar essa resenha.
Já chegava no espaço Bueiro do Rock pensando: ‘’Porra, será onde vai ser essa loucura e o que Será que o Guilherme Pembra ta inventando?’’ Ao ver uns amigos nas proximidades chamei-os logo para entrar e trocar algumas ideias. No momento estava fazendo um calor da porra e as dores do dia anterior não dava trégua, mas não seria por isso que iria arregar o evento. Como já tinha pensando na parte interna do estúdio, fui logo ver onde seria essa parada. Fiquei espantado ao ver toda aparelhagem colocada na parte ao lado do estúdio (Área do churrasco, como é conhecido), com tudo montado incluindo banquinhas de merchandise e aquela vontade logo que começasse o show. Acho que já era um pouco mais de 4:30h quando a passagem de som da banda que voltou aos palcos, Enxofre, já estava no ponto. 
Após um tempinho de pausa, dois maníacos do hardcore, Jorge e Guilherme Pemba reiniciaram a correria que muitos queriam ver. Com um público já presente ali, a banda detonou apesar de seu setlist de novas músicas ter sido minúsculo (E ter a música ‘Puro Cheiro’ tocada duas vezes), que com isso já deu pra ter noção de um trampo novo daqui da cidade que pode vir a qualquer hora. Foi tanta pouca música que pareceu banda grind ou powerviolence de tão rápida. E PRONTO, primeira parte completa!
‘’bam-dum-tis’’,com o cancelamento de última hora do Capitalistic Death era hora do Death Metal do Terror Fetus (Banda que substituiu-a). Banda que acompanho já tem um tempão! Antes de mais nada, uma pergunta: ‘’Joara, qual segredo de tanta tranquilidade em uma pessoa como você enquanto toca?’’ Desde que a banda começou a se preparar pra iniciar suas gravações, uma galera que tem ‘frescura’ com a banda não podem reclamar dos shows da mesma, porque além de estarem mais enérgicos do que nunca, sua postura como músicos e suas opiniões relativas a determinados shows estão a tona. Apesar de terem errado várias coisas por conta de falta de ensaios, a banda tocou rápido, de forma grossa, grotesca e daquela forma que so Thiago Marden saberia dizer.

O que achei engraçado, foi uns ‘’punks’’ ali CURTINDO a banda e tudo. Não da pra entender esses caras, mas fazer o quê. Eu é que não uso coturno da West Coast, tenho celular de última geração, toma Heineken e fuma cigarro de marca. Vergonha de não ser ‘’punk’’ (HAHAHAHAHA) Parei... E sim, dava pra fazer mosh com a banda. Porquê não fizeram? Eu ia abrir com a galera ‘’jump jump’’ mas sei lá, fiquei com o pé atrás. Ah, se bem que o Mauro Oliveira (As Dawn Breaks... que por sinal la so faltou o Matheus Gregório) ainda deu uns corres com mais dois caras e eu ainda fui, mas não gerou. 7 músicas tocadas, incluindo o cover do Cannibal Corpse ‘’Hammer Smashed Face’’. Elogios por cima de elogios, mas cai entre nós; Chega de Cannibal Corpse, não é? Thiago Marden, ‘’Christians To The Lions’’ (Behemoth) seria bem vinda novamente, ou até alguma do Suffocation.
Veja isso na próxima ok?
Após o Terror Fetus finalizar a sua apresentação, vamos retomar as energias e deixar um ventinho bater nas costas. Lembra do inicio sobre o que Guilherme Pemba poderia aprontar?! Pois é, estava faltando rango vegano. Sabe o que aparece? Uma coxinha que parecia mais um acarajé, so faltou a pimenta. A ‘’tia do bar’’ trouxe duas bandejas completas com essas coxinhas. Não deu nem pra quem quis. Haja garotada brocada naquele momento e vontade de comer mais (So não comi mais porquê já estava liso). Aquilo ali foi um Gatorade para os que estavam cansado e com vontade de dormir. Mas dava pra aguentar ate o final? Lógico...
Eis que Obtus se ergue para iniciar mais uma destruição Hardcore. VER-OUVIR-CALAR. Pra que melhor definição? Nome certo pra algo que nem precisa de muitos comentários. A galera sem dúvidas sabe a onda da banda e o que ele traz consigo (Mosh, Circle Pit, ‘’porradaria’’, loucura, rapidez e ‘’esculhambação’’). Mesmo com aquele aperto que parecia mais com o Beco do Rock, não impactou em nada da apresentação dos caras, e mesmo numa pequena falha com o cabo que deu rapidinho na guitarra de Neto, simplesmente não ficaram com nenhum ‘’medo’’ de continuar. Chakal so avisou pra tomar cuidado (Lógico, ali estava fora do normal). Não vou negar pra vocês; ‘’Não tem uma apresentação deles que eu não fique empolgado’’. Assim como Neto fica com seus ataques epiléticos, eu fico da mesma forma.
23 músicas exalando a velocidade de um verdadeiro Crossover/Hardcore, 23 músicas que mostram que ali não é brincadeira de criança, 23 músicas que mostram que eles ainda vão durar 5, 10, 15, 20 anos. 
Vale ressaltar que não lembro de um show da mesma que tenha sido ruim, porquê ate agora todos foram de alto nível e que valeu a pena (Merecem uma nova turnê)... Ah, tem um ponto negativo nessa apresentação que prestei atenção. Pra quem cola no show deles todas as vezes, sabe que quando tocam ‘’ Campo Minado’’, ‘’Sangue No Olho’’ e ‘’Tiros da Noite’’, normalmente um tumulto de pessoas vão em cima pra querer cantar também ou alguns pra querer so aparecer. Cuidado, isso pode atrapalhar. Mas o bom foi que não teve segurança pra atrapalhar na hora dos Circles and Mosh Pits, porque como sabemos, segurança em show de Hardcore so da em merd*. Falando em mosh, mais uma vez a banda convoca as gurias pra entrarem na ‘’muvuca moshuosa’’. A coragem de umas foram incontestavelmente incrível, porque entraram ate no Mosh dos homens, so tinha ‘’montanha e cavalão’’. Maluco, que loucura... Mas confesso que tinha duas ou três gurias que so me faziam rir. Postura de nervosinha, metida a true, querendo dar uma de mosh girl, mas duvido se assistiu pelo menos dois ao vivos do Nuclear Assault, do DRI ou ate mesmo do DFC. Aprendam, porfavor, assim não passam por vergonha! Voltando... Obtus finaliza sua ‘’amostra grátis de como chegar no inferno mais cedo’’.
Pra finalizar aquele momento que ninguém sabia dizer se estava fazendo calor ou um pouco de frio, do nada o tempo fecha e tivemos a impressão de que iria chover. Nos corres, todos do Bueiro do Rock e membros das bandas começaram a desmontar a aparelhagem e colocar na parte coberta do palco. Pensava que tinha pouca pessoa ali, mas quando todo mundo ficou espalhado, CARALHO, o negócio ta melhorando mesmo, tinha um pessoal bacana.
Surra, liderada pelo frontman Leeo Mesquita, junto aos integrantes Guilherme Elias e Victor Miranda, as músicas tocadas mesclam um Hardcore nervoso com metalcore, uma pitadinha de Crossover e fiquei besta porque reconheci umas pegadas de até Death Metal, que com aquela aparelhagem deixou tudo coeso e em um estado perfeito. A banda é uma das melhores quando se fala em Hardcore técnico e bem tocado, e ela faz por onde. Mostrou porque foi a headline do evento, com uma empolgação sensacional, que foi retribuída pelo público. Com um setlist matador de ótimo, de músicas conhecidas e até umas inéditas se não me engano, levou todos a um delírio. Engraçado também foi ver gente que parecia nunca entrar em um mosh levar altas quedas e ser arrastada pela multidão. Poxa, se não sabe, não entre, evita perigo e machucados graves. E um aviso a uns que falaram uma merda e agiram como um (a) la: ‘’Saia do Metal/Hardcore, você não fará falta alguma e você não foi feito pra isso. Saia o quanto antes’’
Todo saldo foi positivo naquele evento, um saldo por um ótimo evento naquele sábado. O Cajuína Voadora ficou 100% organizado e conseguiu realmente o que queria. Parabens Guilherme Pemba! Que venha outros e mais outros. So lembrando... 
‘’Dia 24 de maio – Edição Especial do Cajuína Voadora’’ 
 Fotos e créditos: Fábio Dogão – João Victor Rodrigues – Guilherme Pemba – Banda Surra