CHAPARRAL: ENTREVISTA AO COLETIVO DIRROCHA

Fonte: http://cdirrocha.blogspot.com
Estamos reabrindo a sessão de entrevistas e matérias com bandas que estão desenvolvendo um trabalho relevante dentro da cena maranhense. Nesta reestreia da sessão entrevistas você confere as ideias e planos daquela que em nossa opinião é uma das melhores bandas já surgidas no canário rock do maranhão.
O legal da chaparral é que além de tirar um puta som, é uma banda que trabalha duro e acredita e investe naquilo que faz.
Segue a baixo o papo que nos levamos com Diego (vocal) via email, além de vídeos e fotos desta banda que ao nosso ver é seria candidata a despontar na cena independente nacional.

PENSE E POGUE!!!

DIRRCOHA – Vocês fundaram a Chaparral em 2006 e agora acabam de lançar seu primeiro CD, intitulado “Fim do Silêncio”. Façam um apanhado dessa trajetória até aqui.
Diego – Muita correria, dedicação e persistência! Não é fácil fazer música na ilha rebelde, as coisas aqui são bem mais difíceis, musica independente, cultura underground, o bom e velho rock n’ roll, estão sempre à margem das grandes mídias, então é complicado conseguir apoio, patrocínio, incentivo, ou qualquer tipo de ajuda. Boa parte desse processo acontece no esquema “Faça você mesmo!”. De 2006 pra cá, nunca fomos o tipo de banda que toca cover pra animar festinhas, sempre apostamos em músicas próprias, acreditamos no nosso som, tocamos em vários pontos da cidade, fizemos amizades sinceras com pessoas que curtem a banda por causa da energia dos shows e das músicas que estão no “Fim Do Silêncio” e não porque a gente toca o hit do momento de alguma banda gringa que tá na MTV. Chegar até aqui, conseguir dar vida ao “Fim Do Silêncio” foi um passo importante. Sinal de que esses 4 anos de banda serviram pra alguma coisa! (risos)

DIRROCHA – Como rolou a gravação do CD “Fim do Silêncio”, desde a captação de recursos, produção e tempo de estúdio?
Diego - O cd foi produzido por Adnon Soares e a própria banda, gravado maior parte na Casa Louca Records, pois algumas captações foram feitas no Estúdio Kerigma e Estúdio Satori. Começamos a gravar em outubro de 2009 e terminamos em abril de 2010, depois fizemos alguns ajustes, masterizamos o cd e só no fim do ano conseguimos botar esse material na rua. É um processo difícil cara, boa parte foi feita da forma mais independente possível, com recursos da própria banda. Quando chegamos na fase da prensagem fechamos parcerias com 6 empresas que apostaram nesse projeto, então investimos na qualidade da prensagem que é um dos fatores que também chamam atenção de quem tá com o cd na mão. A arte ficou muito boa, o layout foi idealizado pela Chaparral e executado com precisão por Gustavo Simas. O cara mandou muito bem! No fim, ficamos muito felizes com o resultado.

DIRROCHA – Os shows da Chaparral são conhecidos pela energia e a forte interação com o público, como vocês veem esta relação palco-banda-publico (não necessariamente nessa ordem).
Diego – Exatamente! Não necessariamente nesta ordem. Os shows da Chaparral, como o Playmobil cita em nosso release, são de fato um bate-estaca frenético. Na verdade, subimos no palco pra celebrar a liberdade, ou parte dela. A gente sobe no palco pra se divertir e não pra tirar onda de pop-star. E a participação do publico é essencial nesse processo. Todo mundo canta, pula, grita, chuta, bate, apanha... Tudo numa boa! Show da Chaparral é o momento apropriado pra exorcizar o stress do dia a dia. Nada mais nada menos que um verdadeiro show de Hardcore!

DIRROCHA – Como você vê a cena Rock em São Luis hoje? , a organização de festivais, as bandas autorais, produtores, imprensa, enfim, toda a malha produtiva do negócio, em que pé você acha que as coisas estão?
Diego – Acho que houve uma pequena melhora na organização e concientização de uns tempos pra cá, tem mais gente produzindo festivais de rock, e isso é legal. Mais alternativas e opções de shows. Não tem como dizer que São Luis não cresceu nesse sentido; Tivemos o Scorpions tocando aqui!!! Creedance, ABBA, e outras atrações internacionais e nacionais de peso. Mas falta valorizar mais as bandas daqui. Nos últimos 2 anos muitas bandas locais boas morreram, bandas que estavam há um bom tempo resistindo e hoje não existem mais. Fico triste de chegar nos eventos pra tocar e não ver mais a T.A. Calibre 1, Sengo SP, Pinhead Garage, Lombrozy, e tantas outras. Eram bons tempos aqueles, boas bandas, festivais feitos pelas mesmas e com um bom publico. Hoje gosto de poucas bandas que surgiram nos últimos anos aqui em São Luis, sinto falta do peso, de bandas mais agressivas. Sinto falta também da união da galera. Mas prefiro acreditar que as coisas estão melhorando e que tudo vai dar certo no final!

DIRROCHA – Com o CD lançado, imagino que vocês estão loucos para pegar estrada. Como anda as articulações nesse sentido?
Diego – Estamos fazendo muitos contatos pra tocar fora do estado e também no interior do Maranhão. Provavelmente em março role o show oficial de lançamento do “Fim Do Silêncio”. Depois disso é só tocar, tocar e tocar... Queremos chegar o mais longe possível divulgando esse trabalho, conhecer gente e lugares, fazer amigos e claro, nos divertir. A internet facilita muito esse processo, estamos fechando algumas datas e em breve vamos divulgar a agenda.

DIRROCHA – O que vocês acham que falta para as bandas maranhenses entrarem no circuito médio da música independente brasileira? Uma vez que é notória a qualidade de algumas bandas como GALO AZHUU e a própria CHAPARRAL.
Diego – As bandas precisam sair do armário, ou da garagem, ou do lugar de onde elas estejam escondidas. Muitas bandas aqui em São Luis ainda estão presas a cultura do cover, não tocam suas músicas, não gravam e não divulgam, apenas vão pros eventos tocar os hinos do rock. Ninguém vai subir assim. Não adianta ser bom instrumentista, tem que criar coisas boas e fazer a sua própria parada acontecer, acreditar em si mesmo e fazer o que gosta. Acho que quando as bandas começarem a tomar essa consciência a parada comece a fluir melhor.

DIRROCHA – Quais são as lembranças que vocês tem do Osama Rock Festival III?
Diego – Caracas... Foi muito bom tocar em Pedreiras! Só lembranças boas! A galera muito receptiva e com uma energia foda! Lembro que fizemos um ótimo show e a galera virou bicho. Graças a este show conheci um dos caras mais sangue-bom do rock maranhense, meu brother Marcos Magah, ganhei um cd de sua extinta banda Orquestra Insana que ouço até hoje. Sou fã das idéias do cara e admirador da luta dele pelo underground maranhense dentro e fora do Coletivo Dirrocha. Não vejo a hora de voltar em Pedreiras com a Chaparral pra tocar e rever os amigos.

DIRROCHA – Obrigado pela entrevista e agora o espaço é seu, suba na rocha e grite o que quiser, já que esse é o mesmo o Fim do Silêncio!
Diego – Agradeço a toda trupe do Coletivo Dirrocha pela oportunidade. Valeu mesmo, galera!
O cd “Fim Do Silêncio” tá na rua, foi feito pros irmãos que gostam de música, de rock, hardcore, metal, que gostam de som, que tem algo a dizer e também a ouvir. Quem quiser comprar o cd dentro da ilha rebelde encontra nos seguintes pontos de venda: Lojas Cd Rock (Centro e São Francisco); Oxente Tattoo (Renascença) e Estúdio Chão Di Grude (Cohatrac). Também pode fazer pedido pelo e-mail bandachaparral@hotmail.com. Visitem nosso myspace: www.myspace.com/bandachaparral
O rítimo sempre será frenético! Abrás!